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terça-feira, 4 de junho de 2013

Sobre Microfones

Sem dúvida, encontraremos nos shows e programas de TV microfones que não foram mencionados, porém, como o custo de alguns destes supera o valor médio das mesas em muitas locais, estes foram desconsiderados. Vale, ainda, a máxima de que quem entende bem e domina a teoria para fazer bem feito com poucos recursos, terá pouca dificuldade em se adaptar quando lhe vierem às mãos recursos melhores, enquanto que o inverso não se aplica àqueles que nunca tiveram que “se virar”.

Dicas

- O número ideal de microfones seria um (estéreo), portanto, use sempre o mínimo necessário para manter o som captado limpo e com um mínimo de distorções por cancelamento(proveniente dos vazamentos captados quando se utiliza múltiplos microfones).

- Aproxime o microfone sempre o máximo possível de sua fonte sonora. Além de ajudar a minimizar os vazamentos de outros sons, você estará fornecendo um sinal mais forte à sua mesa de som. Entenda-se que esta técnica é válida a partir do momento que se trabalha com bons microfones e mesas, que suportem, sem distorção, a energia acústica gerada pelas fonte sonoras.

- Somente os melhores microfones sem fio conseguem se aproximar da qualidade e confiabilidade dos microfones com cabos. Restrinja a utilização dos sem fio àqueles para quem a mobilidade é imprescindível!

- Por ser o microfone o primeiro elemento na cadeia de sonorização, o seu correto posicionamento é de máxima importância, pois o que não se captar nesta fase jamais será recuperado. Já dei a dica de se monitorar com fones de ouvido ao posicionar um microfone,mas eu gostaria de terminar com sugestões de posicionamento dos microfones. A posição ideal variará conforme o modelo do microfone e as características de cada fonte sonora, assim, as posições abaixo servem apenas como ponto de partida a ser confirmado pelo seu ouvido!
 
Posicionamento

Preletor (em púlpito) – Ângulo de 45o minimizando reflexos da superfície do púlpito e os “puffs”.

Cantores – mesmo ângulo que o acima. Cuidado com o posicionamento das caixas de retorno que devem estar alinhados com o ângulo de mínima captação dos microfones direcionais.

Coral – A colocação destes microfones pode ou não ser beneficiada pela acústica do local. Se não houver perigo de se captar caixas de retorno e instrumentos, etc., uma colocação mais distante (tipo X/Y) dos microfones captará mais a mescla das vozes. Caso seja necessário aproximar mais os mics, angule-os como uma ducha a 45 cm acima da cabeça da última fileira (normalmente, a mais elevada) e a 45 cm à frente da primeira.

Violão – Se tiver bom captador, use. Senão, mire o mic para captar o som do dedilhado, evitando pegar em cheio os graves que provém do furo no tampo. Se for tipo lapela, fixe-o ao furo no tampo.

Flauta – Mire o microfone no corpo da flauta entre o bocal e a posição dos dedos. Cuidado para não captar o sopro do músico. Se isto ocorrer experimente alterando o ângulo de posicionamento para evitar este ruído.

Piano de Armário – Abra a tampa e coloque um microfone direcional na lateral das notas mais agudas para que enxergue estas cordas, e angulado para que o seu eixo de captação caia no centro da caixa (corte um pouco os médios na equalização do canal). Se dispuser de dois mics, coloque-os atrás da tábua de ressonância um captando os médios e agudos e outro os médios e graves.

Piano de Cauda – Por baixo da tampa aberta, busque captar o som mais completo (o máximo de notas). Se dispuser de dois mics separe um para agudos/médios e outro para médios/graves.

Saxofone – Embora tenha se popularizado ver artistas com um pequeno mic dentro da campana do instrumento, uma angulação que capte também o som proveniente do corpo do mesmo dará um som mais cheio e suave.

Bateria – Embora bem audível, vale a pena microfonar para gravações e para que todos os sons cheguem ao mesmo tempo nos ouvidos da plateia. Siga a seqüência: Dois mics superiores a cada lado da bateria. Com 3, microfone também o bumbo; com 4, o ximbau; com 5 a caixa.

Guitarra e Contrabaixo – Para reduzir o número de mics abertos recomendo a utilização de direct box. Trabalhando-se com bons instrumentos e boa equalização na mesa, há como se 27 conseguir bons resultados sonoros sem precisar se adicionar microfones se o amplificador de palco for essencial por gerar uma distorção desejada, ou se problemas elétricos gerarem ruídos que o direct box não elimináveis no direct box então use um microfone experimentando com a posição até achar o melhor som.


sexta-feira, 31 de maio de 2013

Rider Técnico, o Input List e o Mapa de palco

 
Imagine um artista relativamente conhecido, que viaja o Brasil todo fazendo shows ao vivo. Mas esse artista não tem um sistema de som próprio: ele loca (aluga) equipamentos das empresas de sonorização locais, para usar nos eventos. Muitos músicos brasileiros trabalham assim. São poucos (normalmente os grandes) os artistas que tem equipamento próprio.
Pois bem: em cada cidade temos uma empresa diferente, com equipamentos diferentes, jeito de trabalhar diferente, etc. Mas por incrível que pareça, o som nos shows não é "muito diferente". E isso só é conseguido graças à planejamento e organização.
A produção de um show bem organizado envolve três documentos importantíssimos: o Mapa de Palco, o Rider Técnico e o Input List. Uma breve descrição deles:

MAPA DE PALCO
Indica o tamanho mínimo do palco, a posição dos instrumentos, microfones, amplificadores e tomadas de energia A.C. O mapa serve para que a equipe de sonorização do local do evento saiba preparar o palco para a banda. Deve ser montado a partir da perspectiva de visão de quem esta na platéia olhando para o palco, ou então visto de cima.
RIDER TÉCNICO
O rider técnico é uma lista de equipamentos de sonorização e/ou iluminação que serão necessários. Serve para discriminar:
- Equipamentos de P.A, 
- Equipamentos de monitoração (retorno dos músicos)
- Instrumentos musicais (raro, pois a maioria dos músicos leva seus próprios equipamentos)
- Equipamentos de iluminação.
O rider pode exigir um determinado equipamento (por exemplo, uma mesa de som Marca X modelo Y) ou ser "genérico" (por exemplo, uma mesa de som de 32 canais com 4 submasters e recursos X, Y e Z). Pode-se (e é bom que se faça) sugerir alternativas (por exemplo: mesa Yamaha 01V ou Behringer DDX3216).
Quanto a parte de caixas de som e amplificadores, alguns riders exigem tantos Watts de potência. Outros costumam exigir diretamente em nível de pressão sonora (volume). "O som medido a 30 metros do palco deve alcançar pelo menos 110dB" é um bom exemplo disso.
O rider também dimensiona valores mínimos para dimensionamento de energia, para geradores (em caso de falta de energia), posição dos equipamentos ("A House-Mix se situará a 25 metros de distância do centro do palco"), cobertura, tudo o que for possível. Quanto mais detalhado, melhor será.
Exemplo de Rider Técnico:
P.A
P.A. LCR ou Stereo, compatível com o local do evento. RMS 110dBA, PEAK 122dBA de SPL na  F.O.H.
Sistema de Front Fill.
O sistema deverá ter resposta o mais linear possível de 35Hz à 18KHz.
O sistema deverá ser montado de forma que se obtenha cobertura uniforme em toda  área a ser sonorizada.
Deve-se inclusive observar a colocação de torres de delay para melhor cobertura do público.
É imprescindível a utilização de sistema Fly (Preferencialmente Line Array) em ambientes reverberantes.
O F.O.H. (Front of House) deverá estar centralizado em relação ao palco a uma distância equivalente ao dobro da boca de cena do palco.Ou seja, se o palco tiver 15Mts de boca de cena ela deverá estar a 30Mts.
Console e Periféricos de P.A.
01-Console Mixer de 32X08X03 e 8VCA (Yamaha PM1D, PM5D, M7CL,Mackie TT24T, Midas XL4)
01-Equalizador Stereo de 31 bandas (BSS FCS966, Klark DN360, TC 1128).
01-Divisor ou Processador Stereo ou de acordo com o sistema utilizado(BSS, XTA, Meyer, EAW, Apogee)
08-Canais de compressor (Drawmer DL251-DL241 DBX 166XL).
11-Canais de noise gate ( Drawmer DS201-DS404).
02-Canais de Equalizador Gráfico (Yamaha, DBX, BSS,Klark).
04-Processadores de efeito (Lexicon 480L-PCM91-MPXI-LXP15, Yamaha SPX990-SPX1000)
Console e Periféricos Monitor
01-Console Mixer 32X10X02 (Yamaha PM1D, PM5D, M7CL,Mackie TT24T, Midas Heritage 3000)
13-Canais de Equalizador 31 bandas  (TC Eletronic, BSS, Klark)
05-Canais de compressor (Drawmer DL251-DL241 DBX 166XL)
06-Canais de noise gate (Drawmer DS201-DS404)
01-Processador de efeito (Yamaha SPX 900-SPX990)
01-Divisor ou Processador Stereo P/ Side Fill de acordo com o sistema utilizado(BSS, XTA, Meyer,EAW...)
01-Side Fill Stereo ativo, compatível ao palco.
01-Sistema de comunicação da  F.O.H. com Monitor.
01-Sistema de Cue Mix
06-Monitores Ativo/Passivo(Clair, Meyer, EAW, Apogee...)
Backline  
01-Bateria completa(DW, Gretsh)
02-JCM 900 Cabeçote e Caixa.
01-Sistema para contra-baixo 1x18” + 4x10”(Trace Elliot, Ampeg, SWR).
AC p/ Show
01-Transformador de no mínimo 112KVA exclusivo para o som
08-Pontos de AC 120V 60Hz estabilizados no palco.
01-Ponto  de  AC 220V 60Hz para  o sistema do contra-baixo.
Sistema de aterramento no palco e na F.O.H.
Obs: Favor deixar as consoles e equalizadores flat.Console de monitor com todos auxiliares em pré-fader e L,R pós-fader.

INPUT LIST
A lista de entrada dos canais. Essa lista não passa de uma tabela onde você coloca os endereçamentos de entrada de sinal na mesa de som. Pode-se ter os seguintes itens: Nº do canal (mesa de som), instrumento, tipo de captação (Mic/Direct-Box) e efeitos (efeito colocado no mixer).
Qualquer alteração no Mapa de Palco, Rider ou Input List deve ser comunicada (e aprovada) previamente pelo pessoal técnico do artista. Nos documentos deve existir telefones para contatos para os técnicos do artista.
Canal - Inst/VozMic/D.I.Insert P.A.Insert Mon.
  1-Kick 1EV RE27/Shure Beta 52Eq/Comp/GateEq/Comp/Gate
  2-Kick 2EV RE27/Shure Beta 52Eq/Comp/GateEq/Comp/Gate
  3-Snare UpShure SM57Comp/GateComp/Gate
  4-Snare DownShure SM57Comp/Gate 
  5-Hi HatAKG C480/Shure SM81  
  6-RideAKG C480/Shure SM81  
  7-Ton IShure SM98B/Senheiser 421GateGate
  8-Ton IIShure SM98B/Senheiser 421GateGate
  9-Ton IIIShure SM98B/Senheiser 421GateGate
10-Ton IVShure SM98B/Senheiser 421GateGate
11-O.H.L.AKG C414/Shure SM81  
12-O.H.R.AKG C414/Shure SM81  
13-Conga HiShure SM98B/Shure SM57Gate 
14-Conga LowShure SM98B/Shure SM57Gate 
15-BongôShure SM98B/Shure SM57Gate 
16-TimbalesShure SM57Gate 


Fonte: http://www.somaovivo.mus.br/artigos.php?id=108

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Serviços da Imago Dei

A Imago Dei- Áudio e vídeo atua na área de Áudio e Vídeo e Sonorização em Ambientes, tanto residencial quanto empresarial.
Vendemos, instalamos e configuramos: Projetores multimídia, TVs de Plasma/LCD/Led, Home Theater, telas de projeções de todos modelos e sistemas de Sonorização de todos tipos de  Ambientes.
Tudo instalado de acordo com as características e dimensões do seu ambiente.

SONORIZAÇÃO:
Instalação de som ambiente para ambientes diversificados:
Auditórios, lojas, restaurantes, Igrejas, clinicas, supermercados, hotéis e outros ambientes.

HOME THEATER:
Instalação e configuração em Home Theater nacionais e/ou importados.
Instalação e configuração em receiver nacional e/ou importados.
Instalação de cinema em casa.
Cabeamentos para áudio e vídeo.

TV´s:
Instalação de TVs em diversos ambientes e de todos os tamanhos e modelos.

PROJETORES:
Instalação de projetores em diversos ambientes e de todos os tamanhos e modelos.

TELAS DE PROJEÇÕES.
Instalação de projetores em diversos ambientes e de todos os tamanhos e modelos.

HORÁRIO DE ATENDIMENTO:
De Segunda a Sexta das 09h00min às 19hs.
Sábado das 10h00min ás 14h00min

Contato:
imagodeiaudio@gmail.com
(31)4141-1393






terça-feira, 28 de maio de 2013

Acústica

A acústica é o ramo da física que estuda o som.
O som é um fenômeno ondulatório causado pelos mais diversos objetos e se propaga através dos diferentes estados físicos da matéria.
Em acústica geralmente podemos dividir entre geradores de som, meios de transmissão, propagação e receptores. A acústica mensura estes meios, cria instrumentos, tabelas, etc, de forma a fornecer dados necessários aos mais diversos ramos da ciência para a utilização dos sons, de seus meios de propagação e efeitos.
Na cadeia geração e recepção acústica inclui-se o indivíduo que recebe o efeito sonoro e o evento que dá origem ao fenômeno.
A acústica é considerada uma ciência que abrange diversas disciplinas e por elas é abrangida.


segunda-feira, 27 de maio de 2013

Estúdio de gravação.


 O estúdio de gravação é um local realmente mágico. Afinal, é dali que sairá materializada a arte e a técnica de compositores, músicos, cantores e diretores que compõem essa complexa cadeia produtiva que culmina na produção de um CD, DVD ou vídeo. O processo de produção não é tão simples assim e por isso requer conhecimento profundo e aprimoramento constante das novas tecnologias. 
 
Um estúdio de gravação é uma instalação física destinada à gravação de som. Idealmente, o espaço é projetado de forma a se obter as propriedades acústicas desejadas — difusão sonora, baixo nível de reflexões, reverberação adequada, etc. Diferentes tipos de estúdios se adequam a gravações de bandas e artistas, dublagens e sons para filmes, e mesmo a gravação de uma orquestra. 
Um estúdio de gravação típico consiste de uma sala, o "estúdio" propriamente dito, onde os instrumentistas e vocalistas fazem suas execuções; e a "sala de controle", onde estão os equipamentos de gravação e manipulação do som. 
Geralmente existem salas menores chamadas "cabines de isolamento", que se prestam à acomodação de instrumentos altos como uma bateria ou amplificadores de guitarra, de modo a isolá-los da captação dos microfones que capturam o som dos outros instrumentos ou vocalistas.
 
 
 

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Técnico de som

Técnico de som


Chama-se 'técnico de som' à pessoa que opera equipamentos aúdio, de gravação e reprodução sonora.
O técnico de som tem que além de mixar o canais da mesa, cuidar de todo sistema de ligação e alinhar o 
sistema antes do espetáculo.

Algumas funções:
Verificar energia.
Instalação do sistema.
Testes de segurança.
Preparar back up.
Suporte técnico.
Acompanhar reuniões de briefing e ensaios.

Existem algumas escolas especializadas no assunto, elas oferecem cursos para diferentes setores, algumas empresas e estúdios solicitam estagiários para trabalhar com carteira registrada ou "Free Lancer", para algum trabalho apenas, a remuneração de um bom técnico chega ser bem disputada no mercado, alguns brasileiro conhecidos como Nelson Mota, jeninhosom (Jânio), Tom Capone, Rick Bonadio, Phillip Colodetti e além da função de produtores musicais são músicos e dominam a parte técnica nas mixagens.